
Words: David McLaughlin / Photos Neil Visel
Na semana passada, nós os levamos para dentro da mente de Andy Biersack enquanto ele trabalha no terceiro álbum do Black Veil Brides. Então nós continuamos conversando e incomodamos um dos caras que mais provoca divisão dentro do rock.
A evolução de Andy Biersack tem sido tão rápida quanto fascinante. Já passou bastante tempo desde aqueles dias de novato do jovem briguento que atendia pelo nome Andy Sixx, a boneca de porcelana pintada como Edward Mãos de Tesoura, com a boca suja como a de um marinheiro e cabelo como os pêlos púbicos do demônio. Em seu lugar temos um rockstar de 22 anos, um pouco mais maduro que atende pelo nome de Andy Biersack. Apenas algumas coisas foram perdidas no caminho – o vocalista continua com a boca suja como a de um marinheiro, enquanto nem seu fogo e nem sua ira foram reduzidos desde que ele apareceu nas páginas desta revista há 18 meses. Na verdade, a reação cheia de raiva de vocês pela capa da última semana é um exemplo disto. Biersack ainda é um homem adorado e odiado em proporções iguais. Por ora, ele está ainda mais disposto a provar que seus críticos estão errados. Seu desejo de querer ganhar a luta para tornar o Black Veil Brides a maior banda que puder ser, determinou que seu próximo álbum os fará explodir como uma supernova.
Na última semana nós aprendemos o quanto o BVB Army significa para ele, e como, com trabalho duro e um pouco de sorte, ele se tornou seu líder, ícone e inspiração. Mas, vocês têm que se perguntar: “está realmente tudo bem com Andy Biersack?” Ou o stress causado por querer por em prática suas ambições enormes tem lhe custado um preço?
Você pode colocar a mão em seu coração e dizer que você está realmente feliz, Andy?
“Não o tempo todo, mas acho que ninguém pode ser. Eu tenho momentos de felicidade completa e momentos de total tristeza. Levando tudo em conta, eu me sinto como uma pessoa completa e num lugar ótimo, mentalmente. Eu me lembro quando nós fomos destaque de uma capa numa Kerrang! um tempo atrás, e lá dizia que eu tinha uma “alma vingativa e rancorosa” (K! 1387). Eu achei que meio divertido naquela época, mas eu olho para trás agora e admito que eu estava num momento ruim. Eu estou muito mais feliz agora e muito mais animado com o álbum do que eu jamais estive.”
O que te faz feliz?
“Música, amor… E isto é tudo, realmente. Os amores da minha vida me fazem feliz – da minha família, da minha garota, dos meus fãs, e compor músicas. Eu tenho bastante cuidado com a minha vida. Eu não quero acabar com ela e ir para qualquer lugar. Eu sinto como se eu precisasse estar aqui.”
E o que te deixa triste?
“Meu cérebro é um filho da p**a. Eu penso demais, sou muito analítico com uma falha e isso me deixa para baixo. Mas, pelos mesmos motivos, ele tem me servido bem, por isso é uma faca de dois gumes.”
Qual é o seu maior medo?
“Tempo. O tempo é uma coisa assustadora porque eu sempre sinto como se tivesse muito mais o que fazer nesta vida, mas nunca tempo o suficiente. Minha meta é tentar arranjar tempo para fazer todas as coisas que eu sempre quis fazer, antes que meu tempo acabe.”
Sua percepção sobre a indústria da música mudou nos últimos anos?
“Eu não sei. Eu sempre acreditei que as coisas funcionam do jeito que devem funcionar. Crescendo, eu era criança esquisita, o excluído, o solitário. Em sua maior parte, as pessoas não gostavam de mim. Eu não tive casa por um ano quando eu tinha 17. Mesmo então, eu sabia que teria gente que não ia gostar de nós, então eu não acho que tive meus olhos abertos. Mesmo nessa situação, eu fico feliz em saber que mesmo as coisas negativas aconteceram do jeito que eu esperava.
Tudo o que importa é que damos aos nossos fãs o que eles querem, seja pela música ou por coisas que eles podem vestir como medalhas de honra. As pessoas não dão nada para isso, mas é muito mais legal do que dizer “nós fazemos apenas música”. Nós fazemos músicas, mas eu gosto de ver e sentir as coisas também, porque eu sou uma pessoa artística. É por isso que a idéia de ter minha própria figura de ação (NT: aqueles bonecos de plástico, geralmente de personagens de filmes) parece a coisa mais legal do mundo para mim.”
Você se sente mais ou menos otimista em relação à perspectiva do Black Veil Brides vir a ser “a maior banda do mundo”? (K!1354)
“Bom, eu nunca vou voltar atrás. Eu não pude voltar atrás quando nos falamos pela primeira vez, quando éramos uma banda nova, chamativa, tocando em casas para 300 pessoas. Da mesma forma que aquele tempo foi divertido, e decididamente há alguma nostalgia sobre ele, meus olhos ainda continuam sobre o prêmio. Minha meta ainda é que esta banda se torne a maior do mundo. Este objetivo não se desvaneceu com o tempo. Para dizer a verdade, ele só se tornou mais forte.”
Quando você cortou seu cabelo, mudou sua imagem e começou a usar seu nome verdadeiro novamente, isso foi uma forma de escape para algo com que interiormente você se sentia desconfortável?
“Eu não sei. Quem sabe? Teremos que ver. Talvez seja parte da estória que vamos contar.”
Foi uma reação contra as bandas que estão copiando o estilo de vocês? Isso seria uma fonte de frustração?
“A frustração não vem de ver outras bandas que parecem como nós costumávamos parecer ou ouvir bandas que soam como nós, porque todos têm influências. Apesar de tudo, me fazem ficar orgulhoso disso, por uma banda tão nova, nós conseguirmos influenciar de forma original. No rock moderno existem algumas bandas que olham para o seu modelo e pensam “ei, isso é legal!”. Mas o problema é que tem feito isso por outras razões, e eu não sou o tipo de pessoa que vai dar o nome as bandas, mas eu tenho visto shows e vídeos que me deixam triste porque eu sei a diferença entre o que é real e o que é falso. Eu sei que alguns dos nossos fãs podem ver essas bandas e pensarem “oh, isso é legal, é algo para mim”. Mas eu sei que não são reais.
Você deve isso ao seu público, escrever sobre o que realmente está sentindo. Se você é um bosta que só se preocupa com dinheiro, então você deve escrever sobre isso. Não roube as minhas idéias. Não finja ser algo que você não é.”
Então, parece que Andy Biersack está bem. Antes de termos que o dobrar, nós deveríamos ter ficado sabendo que esse cara tem mais autoconfiança do que pincéis em seu kit de maquiagem. E acredite, estamos falando de um monte de pincéis. Com um novo álbum a caminho e promessas ousadas sendo feitas de que os próximos 12 meses serão “o ano do Black Veil Brides”, parece que seu amor e ódio estarão cheios de combustível para os tempos que estão por vir. Até agora, a história do quinteto de Hollywood tem sido um passeio emocionante, e como eles continuam se desenvolvendo e sendo reconhecidos, você não vai querer perder o que vai acontecer em seguida, onde quer que você esteja. Contanto que não esteja no caminho deles…
Bom, então por essa semana é isso BVB Army brasileira. Nos vemos no próximo fim de semana, com a tradução de mais alguma matéria ou vídeo.
Tradução: Adriana M. Fernandes, moderadora do BVB Army Legacy Brazil e do staff da BVBrazil , estudante de Letras – Tradução e Interpretação (FMU). Facebook: facebook.com/BVBArmyLegacy
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